Notas Biográficas
Em 1952, atendendo a
encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica, A CHEGADA DA
FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À BAHIA e inicia os estudos para os painéis GUERRA E PAZ,
oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas.
Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14x10 m cada - os maiores pintadospor
Portinari - encontram-se no "hall" de entrada dos delgados de edifício-sede da
ONU, em Nova York. Em 1955, recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional
Fine-Arts Council de Nova York como o melhor pintor do ano. Em 1956, Portinari viaja a
Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando
desenhos inspirados no contado com recém-criado Estado Israelense e expostos
posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano Portinari
recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil em 197, a Menção Honrosa no Concurso Internacional
de Aquarela do Hallmark Art Award, de Nova York. No final da década de cinqüenta,
Portinari realiza diversas exposições internacionais.
Expõe em Paris e Munique
em 1957. É o único artista brasileiro a participar da exposição 50 ANOS DE ARTE
MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. Como convidado de honra, espõe
39 obras em sala especial na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México, em 1958.
Neste mesmo ano espõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York
e, juntamente com outros grandes artistas americanos como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco,
Rivera, participa da exposição COLEÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas
Artes de Caracas. Candido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando
preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão,
vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.